Entenda de uma vez por todas o que é um bot e como ele funciona

Depois do experimento da Microsoft com o Tay, bot que interagia com usuários pelo Twitter e que acabou sendo transformado em um robô nazista e ignorante, muita gente questiona como que a tecnologia tem o poder de criar uma máquina capaz de aprender novas coisas e interagir com outras pessoas sem ser controlada por qualquer indivíduo? Chegou a hora de descobrir o que é um bot.

Robô virtual

Para responder essa questão, é preciso voltar às origens. Primeiro, entenda que um bot é um programa de computador que foi fabricado para automatizar procedimentos, geralmente repetitivos, em ordem de ajudar as pessoas. A palavra “bot” vem de “robot”, que, em inglês, significa “robô”. Ou seja, um bot nada mais é do que um robô, mas que existe apenas em formato digital.

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Os bots não são exatamente uma novidade tecnológica. Jogadores de videogame e computador estão acostumados a encontrarem bots principalmente em jogos clássicos como “Counter-Strike”, por exemplo. Lá, eles nada mais são do que os inimigos controlados pelo computador.

A novidade da Microsoft consistiu em criar um mecanismo que funciona em tempo real e é capaz de aprender novas coisas e aplicá-las de forma dinâmica. Ou seja, além dos comandos já programados, o robô poderia ser educado por qualquer pessoa.

Eles não são tão bonzinhos assim

Os fãs de “Exterminador do Futuro” não precisam começar a se desesperar, pelo menos por enquanto. Os bots atuais não são tão malignos quanto a Skynet, mas eles já são usados para o mal há alguns anos. Quem nunca recebeu um e-mail de spam que atire a primeira pedra.

Além das irritantes mensagens perguntando se você precisa de um remédio para disfunção erétil ou informando-o sobre “garotas incríveis na sua área”, os bots também são usados para ataques DDoS e coleta de informações, por exemplo.

Ameaça profissional

Se você está confortável no seu emprego e achando que não irá perder seu cargo nos próximos anos, é melhor repensar seu plano de aposentadoria. Assim como os robôs, os bots prometem roubar muitos trabalhos em um futuro próximo. Funções com movimentos repetitivos e de fácil execução são as mais ameaçadas.

A rede de restaurantes Taco Bell, por exemplo, já criou um bot capaz de anotar o pedido e receber o pagamento da refeição. Tudo isso diretamente em uma janela de chat. Já a franquia Domino’s está trabalhando para a criação de um programa que receba pedidos bastando que o internauta utilize um emoji da pizza no Twitter.

Mas, calma, nem tudo está perdido. Ao mesmo tempo em que vagas serão preenchidas pela automação computacional e robótica, outros empregos irão ser criados. Veja cinco motivos pelos quais não devemos lamentar os trabalhadores robóticos.

Os pais da tecnologia

Não é apenas a Microsoft que está apostando nessa inovação para tentar dominar o mercado na próxima década. Outras gigantes do ramo também estão de olho nas novidades para ingressarem em peso no setor.

O Google e o Facebook, por exemplo, já trabalham com bots há algum tempo. Quando você busca algo na internet e essa busca aparece em sua rede social, foi porque um bot posicionou ela para você. Geralmente isso acontece com a pesquisa por artigos comerciais. Por isso, não ache que se trata de uma coincidência o fato de que aquele produto que você buscou simplesmente apareceu por sorte no Facebook alguns minutos depois.

Guerra com aplicativos

Há uma discussão em andamento em torno do futuro da tecnologia com o uso cada vez maior de bots para a execução de tarefas antes realizadas por aplicativos. A principal diferença aqui é que os bots podem ser controlados pelo usuário sem a necessidade de utilizar a interface de um aplicativo específico.

Transações financeiras, compras online e até pedidos de táxi poderiam ser feitos diretamente pelo Messenger ou pelo WhatsApp, bastando apenas abrir uma conversa com o seu atendente virtual. Os bots não competem pelo domínio nos dispositivos móveis para acabar com os aplicativos, mas sim para facilitar o uso dessas plataformas.

Afinal, escrever (ou até mesmo usar comandos de voz) “gostaria de uma pizza de atum” seria muito mais prático do que abrir um aplicativo, procurar a pizza de atum, informar o endereço e preencher os dados do cartão de crédito que será usado para pagar.

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br